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Destinos · 6 min de leitura

Como levar cachorro para Argentina, Uruguai e Chile: documentos para avião e para ir de carro

Viagem para os vizinhos da América do Sul com o pet: documentos de saída do Brasil, exigências de cada país, como funciona a fronteira terrestre e como voltar sem susto.

Publicado em · Por Seu Pet Voa

Cachorro branco e caramelo sorrindo sentado numa trilha de montanha

Buenos Aires num feriado, a Serra Gaúcha seguida de Montevidéu, uma temporada nos Andes. Os vizinhos do Brasil estão entre as viagens internacionais mais fáceis de fazer com o pet, inclusive de carro. Fácil, porém, não quer dizer sem papel. Mesmo na fronteira seca, o cão e o gato precisam do mesmo certificado oficial exigido para voar.

O documento central: o CVI

Para sair do Brasil rumo a qualquer país, o pet precisa do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura com base no atestado de saúde do veterinário. Para os países do Mercosul, existe um modelo de certificado harmonizado, o que simplifica a conferência na chegada. O CVI tem validade curta e precisa ser emitido perto da data da viagem.

O que cada vizinho costuma exigir

  • Argentina: CVI, vacina antirrábica válida para animais acima de três meses e atestado de saúde recente. A vacina precisa ter sido aplicada com antecedência mínima em relação à viagem.
  • Uruguai: exigências parecidas com as argentinas, com CVI e antirrábica em dia.
  • Chile: além do CVI e da antirrábica, o SAG, órgão sanitário chileno, pede tratamento antiparasitário interno e externo dentro de uma janela curta antes do embarque, registrado no certificado.

Indo de carro: como funciona a fronteira

Quem atravessa por terra, por Foz do Iguaçu, Uruguaiana, Chuí ou Santana do Livramento, por exemplo, apresenta o CVI no posto de fronteira. Do lado brasileiro, a fiscalização agropecuária fica a cargo do Vigiagro. Do outro lado, o serviço sanitário do país vizinho confere os documentos e pode inspecionar o animal. Nem todo posto funciona 24 horas para esse tipo de conferência, então vale checar o horário antes de pegar a estrada.

Para a viagem em si, valem as regras de segurança que explicamos em viajar de carro com cachorro: caixa presa ou cinto peitoral, pausas a cada duas ou três horas e nunca deixar o pet sozinho no carro estacionado.

Indo de avião

Os voos para Buenos Aires, Montevidéu e Santiago são curtos, o que favorece a cabine para pets pequenos. Cães maiores vão no porão climatizado, em caixa padrão IATA. Rotas para o Chile no inverno podem ter restrições de temperatura. Veja como decidir em cabine ou porão.

A volta para o Brasil

O retorno também exige documentação. Dependendo do tempo fora e do país, o certificado emitido no Brasil pode servir para a volta dentro do prazo de validade, ou será preciso emitir um certificado no país vizinho. Planeje a volta antes da ida. Explicamos o processo em como trazer o pet de volta para o Brasil.

Quanto tempo antes se organizar

Com vacina em dia, duas a quatro semanas costumam ser suficientes. Se a antirrábica estiver vencida ou o pet nunca tiver sido vacinado, conte com o prazo de carência exigido pelo destino. O ideal é tratar disso assim que a viagem for decidida.

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