Guia · 6 min de leitura
Viajar de avião com gato: regras das companhias, documentos e como deixar o voo tranquilo
Tudo para o primeiro voo do seu gato: como reservar, limite de peso, bolsa ideal, documentos para voos nacionais, raio-X e cuidados durante a viagem.
Publicado em · Por Seu Pet Voa

Gato no avião assusta mais o tutor do que o próprio gato. Bem preparado, o felino passa a maior parte do voo dormindo dentro da bolsa, embalado pelo ronco dos motores. O que dá trabalho é o que vem antes: reservar o lugar certo, escolher a bolsa que a companhia aceita e chegar ao aeroporto com o gato já acostumado a ela.
Primeiro passo: reservar o gato, não só a sua passagem
Nas companhias brasileiras, o pet não entra no carrinho de compras como um passageiro. Depois de comprar o seu bilhete, você solicita o transporte do gato pela central de atendimento ou pelo canal indicado pela companhia. Cada voo aceita poucos animais na cabine, então vale garantir o lugar logo depois da compra. Existe uma taxa por trecho, cobrada à parte.
Limite de peso e bolsa de transporte
- O limite de cabine soma o peso do gato e da bolsa. Nas companhias nacionais costuma ficar entre 7 e 10 kg. Confirme no site da companhia na semana da compra.
- A bolsa precisa caber embaixo do assento da frente. Modelos flexíveis se adaptam melhor ao espaço.
- Ventilação em pelo menos dois lados, fundo impermeável e zíper que tranque.
- O gato precisa conseguir ficar em pé e se virar lá dentro.
Documentos para voos dentro do Brasil
Em voos nacionais, as companhias costumam pedir atestado de saúde emitido por médico-veterinário poucos dias antes do embarque e a carteira de vacinação com a antirrábica válida. O prazo exato do atestado e da vacina varia por empresa, então leia a política de animais da sua companhia antes de marcar o veterinário. Para destinos fora do país, entram microchip, CVI e, às vezes, sorologia. Tudo isso está no guia de como levar gato para o exterior.
Como acostumar o gato com a bolsa
Comece duas a quatro semanas antes. Deixe a bolsa aberta num canto tranquilo da casa, com uma manta do gato dentro, e coloque petiscos lá de vez em quando. Quando ele entrar sozinho, feche por alguns minutos e abra antes de qualquer sinal de desconforto. Depois, passe para curtos passeios de carro. O método completo, etapa por etapa, está no treino de adaptação à caixa.
No aeroporto
- 1Chegue com antecedência maior que a habitual. O check-in de passageiro com pet é feito no balcão, nunca pelo aplicativo.
- 2Coloque peitoral no gato antes de sair de casa e prenda a guia dentro da bolsa.
- 3No raio-X, a bolsa passa pela esteira vazia e o gato passa no seu colo. Peça uma sala reservada se ele for arisco. É um direito comum e evita fugas.
- 4Na sala de embarque, mantenha a bolsa no chão, coberta e longe do movimento.
Durante o voo
O gato precisa ficar dentro da bolsa do embarque ao desembarque, inclusive na decolagem e no pouso. Resista à vontade de abrir para fazer carinho. Uma mão pela abertura do zíper, se a companhia permitir, costuma bastar. Leve tapete higiênico extra e lenços umedecidos. Se o voo for longo, ofereça água em pequenas quantidades com seringa ou num pote dobrável.
E o calmante?
Não dê nenhum remédio por conta própria. Sedativos podem afetar a respiração e a temperatura do gato em altitude, e várias companhias recusam animais sedados. Se ele for muito ansioso, converse com o veterinário com antecedência. Explicamos o porquê em calmante para viajar de avião.


