Seu Pet Voa

Guia · 7 min de leitura

Como levar gato para o exterior: documentos, caixa de transporte e como reduzir o estresse do voo

Guia completo para quem vai se mudar com gato: documentos por destino, cabine ou porão, como preparar a caixa e o que fazer para o felino chegar calmo do outro lado.

Publicado em · Por Seu Pet Voa

Gato branco com manchas alaranjadas olhando de dentro de uma mochila de transporte transparente

Quem convive com gato sabe: ele não gosta de surpresas. Uma mudança de país junta tudo o que um felino evita, caixa fechada, barulho, cheiros novos, horas longe do território conhecido. A boa notícia é que gatos costumam viajar muito bem quando a preparação começa cedo. Na papelada, eles seguem quase as mesmas regras dos cães. No comportamento, pedem um cuidado só deles.

Os documentos que quase todo destino pede

A base é a mesma para a maioria dos países. O que muda de um destino para outro é a ordem e o tempo de espera entre cada etapa. Explicamos cada documento em detalhe no guia de documentos para viajar com pet.

  1. 1Microchip padrão ISO, implantado antes da vacina antirrábica.
  2. 2Vacina antirrábica em dia, aplicada depois do microchip e dentro do prazo de validade.
  3. 3Sorologia antirrábica, quando o destino exige. União Europeia, Reino Unido e Japão pedem para animais que saem do Brasil.
  4. 4Atestado de saúde emitido por veterinário, perto da data do voo.
  5. 5Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura com base nesse atestado.

O que muda em relação aos cães

Nos Estados Unidos, as regras do CDC criadas em 2024 valem só para cães. Para gatos, a entrada costuma ser mais simples, mas alguns estados e companhias aéreas pedem antirrábica e atestado mesmo assim. Na Europa e no Reino Unido, as exigências são praticamente iguais para as duas espécies. Em destinos com quarentena, como Austrália e Japão, o gato também cumpre o protocolo completo. Veja quais são no guia de países que exigem quarentena.

Cabine é o lugar mais comum

A maioria dos gatos adultos fica dentro do limite de peso da cabine, que nas companhias internacionais costuma variar entre 7 e 10 kg somando animal e bolsa. Viajar ao lado do tutor reduz muito o estresse. A bolsa precisa ser flexível, ventilada, à prova de vazamento e caber embaixo do assento da frente. Se o gato for grande ou a companhia não aceitar pets na cabine naquela rota, o porão climatizado e pressurizado é a alternativa, em caixa rígida padrão IATA. Comparamos os formatos em cabine ou porão.

Como preparar o gato nas semanas antes

  • Deixe a bolsa ou caixa aberta na sala, com uma manta usada pelo gato dentro. A ideia é que ela vire um lugar de descanso, não de veterinário.
  • Ofereça petiscos e refeições perto e, depois, dentro da caixa. O mesmo método que usamos com cães funciona aqui, com mais paciência. Detalhamos no treino de adaptação à caixa de transporte.
  • Faça passeios curtos de carro com o gato na caixa, aumentando o tempo aos poucos.
  • Converse com o veterinário sobre feromônios sintéticos. Eles ajudam alguns gatos e não têm o risco dos sedativos.
  • Acostume o gato a usar peitoral. Ele vai precisar sair da bolsa no raio-X do aeroporto.

Sedativo: por que a resposta costuma ser não

Sedar gato para voar aumenta o risco de problemas respiratórios e de queda de temperatura, e muitas companhias recusam animais sedados. Qualquer medicação precisa ser decidida pelo veterinário, com teste em casa antes da viagem. Explicamos o assunto com mais calma no artigo sobre calmante para viajar, que vale também para felinos.

No dia do voo

  • Ofereça a última refeição leve cerca de quatro horas antes. Água pode ser oferecida até perto do embarque.
  • Forre a bolsa com tapete higiênico e leve um reserva, além de lenços e saquinhos.
  • No raio-X, peça para tirar o gato numa sala reservada. A maioria dos aeroportos oferece essa opção quando o tutor solicita.
  • Mantenha a bolsa fechada durante todo o voo. Fale baixo e evite abrir para "conferir".

Na chegada: território novo, devagar

Monte um cômodo pequeno com caixa de areia, água, comida e a caixa de transporte aberta. Deixe o gato explorar o resto da casa no tempo dele. É normal que ele se esconda e coma pouco nos primeiros dias. Se ficar mais de 24 horas sem comer, procure um veterinário no novo país.

Contato

Vai levar ou trazer seu pet de outro país?

Conte o seu caso. A gente entende a situação e indica o melhor caminho para a viagem do seu pet.

Base no Rio de Janeiro, atendimento para todo o Brasil. Respondemos no WhatsApp em horário comercial.

Conte o seu caso

Em poucos campos, você recebe no WhatsApp o passo a passo para o seu destino.

Quem vai viajar?

Seus dados vão direto para a nossa equipe. Sem spam. Veja a nossa Política de Privacidade.

Continue lendo

Mais guias do blog

Documentos, prazos e destinos, explicados em português claro.