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CVI: como tirar o Certificado Veterinário Internacional para cachorro e gato viajarem
O passaporte oficial do pet para sair do Brasil: como pedir o CVI ao Ministério da Agricultura, o atestado do veterinário, prazos de validade e o que conferir antes do embarque.
Publicado em · Por Seu Pet Voa

Todo cão ou gato que sai do Brasil rumo a outro país precisa de um documento oficial do governo brasileiro: o Certificado Veterinário Internacional, o CVI. Ele é a última peça da preparação e, por isso, a mais sensível ao relógio. Um CVI emitido cedo demais vence antes do voo. Um emitido tarde demais pode não ficar pronto a tempo.
O que é o CVI
É o certificado sanitário que atesta, em nome do Brasil, que o animal está saudável e cumpre as exigências do país de destino. Quem emite é o Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio dos auditores fiscais federais agropecuários, ligados ao Vigiagro, que ficam em aeroportos, portos e fronteiras. A emissão é gratuita.
O que você precisa reunir
- Atestado de saúde emitido por médico-veterinário com registro no CRMV, feito poucos dias antes da viagem.
- Comprovante da vacina antirrábica válida, com data, lote e número do microchip.
- Laudo da sorologia antirrábica, quando o destino exige.
- Comprovantes de vermífugo e de outros tratamentos exigidos pelo destino, quando houver.
- Documento de identificação do tutor e dados da viagem.
Como é o pedido
O pedido é feito pelo canal digital do Ministério da Agricultura, com o envio dos documentos digitalizados. Os auditores analisam a documentação e, se estiver tudo correto, emitem o certificado. Se faltar algo ou houver divergência, o pedido volta com exigência e o relógio continua correndo. Por isso, a conferência antes do envio vale mais que a pressa.
Validade: o ponto mais delicado
O CVI tem validade curta para o embarque, em geral de alguns dias a poucas semanas, conforme o destino. Para entrar na União Europeia, por exemplo, o certificado precisa ser usado em até dez dias da emissão. O atestado do veterinário também tem prazo próprio. A conta precisa fechar dos dois lados: atestado recente o bastante para o pedido, CVI emitido perto o bastante do voo.
Os erros que mais vemos
- 1Número do microchip diferente entre a carteira de vacinação, o laudo e o atestado.
- 2Vacina antirrábica aplicada antes do microchip.
- 3Atestado feito cedo demais e vencido no dia do pedido.
- 4Modelo de atestado que não corresponde ao país de destino.
- 5Viagem com escala em país que tem exigências próprias de trânsito, não previstas no certificado.
E para voltar ao Brasil?
A volta segue outra lógica: o Brasil exige documentação emitida no país onde o pet está, e cada destino tem seu caminho. Explicamos em como trazer o pet de volta para o Brasil. Para ter uma visão de todos os documentos de ida, veja o guia de documentos para viajar com pet.


