Destinos · 6 min de leitura
Como levar cachorro para o Canadá saindo do Brasil: regras da CFIA, vacina e chegada
Guia para quem vai se mudar para o Canadá com o pet: exigências da CFIA, diferença entre pet pessoal e cão comercial, documentos de saída do Brasil e o que esperar no aeroporto.
Publicado em · Por Seu Pet Voa

O Canadá é um dos destinos mais escolhidos por famílias brasileiras que se mudam com pet, e um dos mais acessíveis. Não há quarentena de rotina, não há sorologia obrigatória para pets pessoais e a lista de documentos é curta. O cuidado está em dois pontos: provar que o cão não está sendo importado para fins comerciais e acertar a logística de um país onde o inverno interfere no transporte aéreo.
Quem regula: a CFIA
A entrada de animais no Canadá é controlada pela CFIA, a agência canadense de inspeção de alimentos e saúde animal. As regras dividem os cães em dois grupos: pets pessoais, que viajam com o tutor ou vão encontrá-lo, e cães comerciais, destinados a venda, adoção, reprodução ou revenda. Essa distinção muda tudo para quem sai do Brasil.
Cães comerciais vindos do Brasil
Desde 2022, o Canadá proíbe a entrada de cães comerciais vindos de países considerados de alto risco para raiva canina, e o Brasil está nessa lista. Isso afeta ONGs, canis e quem pretende enviar um filhote para ser adotado por outra família. Cães de família, que pertencem ao tutor e vão morar com ele, não entram nessa proibição.
O que o pet pessoal precisa
- Certificado de vacinação antirrábica válido, em inglês ou francês, com identificação do animal, data da aplicação, validade e assinatura do veterinário. Cães e gatos com menos de três meses são isentos.
- Microchip padrão ISO. Não é exigência canadense para pets pessoais, mas é pedido pelas companhias aéreas e facilita a identificação. Recomendamos sempre. Saiba mais no guia de microchip.
- Chegar saudável. O animal passa por inspeção visual e pode ser encaminhado a um veterinário se mostrar sinais de doença.
Documentos para sair do Brasil
Do lado brasileiro, o pet precisa do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura com base no atestado de saúde do veterinário. O CVI tem validade curta, então o calendário precisa fechar com a data do voo. Para o Canadá, o CVI também serve como prova da vacina, desde que traga as informações em inglês ou francês.
Na chegada ao aeroporto canadense
O tutor declara o animal na alfândega e apresenta os documentos ao agente de fronteira, que pode chamar a CFIA. Há uma taxa de inspeção, cobrada na chegada. Se faltar algum documento, o cão pode ter que ser vacinado no Canadá à custa do tutor, dentro de um prazo, ou ser recusado. Por isso vale levar cópias impressas de tudo na bagagem de mão.
Inverno e embargos de temperatura
Companhias aéreas podem recusar animais no porão quando a temperatura na origem, na escala ou no destino passa de certos limites, e o inverno canadense chega facilmente a esses números. Rotas com escala nos Estados Unidos também exigem atenção às regras do CDC para cães em trânsito. Escolher o voo certo, de preferência direto ou com escala curta, faz diferença. Comparamos as opções em cabine ou porão.
Quanto tempo antes começar
Para um pet pessoal com vacina em dia, 30 a 60 dias costumam bastar. Se o animal ainda não tem microchip ou a antirrábica está vencida, conte com mais tempo. Filhotes precisam ter idade mínima para receber a vacina. Veja os detalhes em filhote pode viajar de avião.


