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Microchip para cachorro e gato viajar: padrão ISO, quando implantar e erros que barram o embarque

O primeiro passo de quase toda viagem internacional com pet: o que é o microchip, qual padrão os países aceitam, a ordem certa com a vacina e como evitar problemas no aeroporto.

Publicado em · Por Seu Pet Voa

Veterinária de luvas examinando um cachorro preto deitado sobre a mesa da clínica

Ele tem o tamanho de um grão de arroz e é o documento mais importante da viagem internacional do seu pet. O microchip é a identidade do animal. Todo o resto, vacina, sorologia, certificado, fica amarrado ao número dele. Se o chip falha, a papelada inteira perde o valor no balcão do aeroporto.

O que é, e o que não é

É uma cápsula implantada sob a pele, geralmente na região do pescoço ou entre as escápulas, com uma injeção rápida, parecida com a de uma vacina. Ele guarda um número único, lido por um aparelho. Não tem bateria e não é GPS. Não mostra onde o pet está, só confirma quem ele é.

Padrão ISO: o único que os países aceitam sem discussão

União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos, Japão e a maioria dos destinos pedem microchip nos padrões ISO 11784 e 11785, com 15 dígitos numéricos. Chips antigos ou de outros padrões podem não ser lidos pelos aparelhos do país de destino. Alguns países aceitam que o tutor leve um leitor próprio, mas essa é uma solução de exceção, não de planejamento.

A regra de ouro: microchip antes da vacina

Para a União Europeia, o Reino Unido e os Estados Unidos, a vacina antirrábica só vale para a viagem se tiver sido aplicada depois do microchip, ou no mesmo dia, com o chip implantado primeiro. Uma vacina aplicada antes do chip, mesmo válida, não conta. O pet precisa ser vacinado de novo, e os prazos de espera recomeçam do zero.

Esse é o erro mais comum que encontramos em casos que chegam até nós já em andamento. Ele pode atrasar a viagem em semanas, ou em meses quando o destino exige sorologia antirrábica.

O número precisa ser igual em todos os papéis

  • Carteira de vacinação, com o número do chip anotado ou etiqueta colada.
  • Laudo da sorologia, quando houver.
  • Atestado de saúde do veterinário.
  • Certificado Veterinário Internacional (CVI).
  • Formulários do país de destino, como o do CDC para cães que vão aos EUA.

Um dígito trocado num desses documentos já é motivo para o pet ser retido na chegada. Conferimos esses números um a um, lado a lado.

Confira a leitura antes do embarque

Chips podem se deslocar um pouco com o tempo e, raramente, deixar de funcionar. Na consulta do atestado de saúde, peça ao veterinário para ler o chip e confirmar o número. Se não ler, há tempo de resolver. Descobrir isso no aeroporto de destino é o pior cenário possível.

E os filhotes?

O microchip pode ser implantado em filhotes. O que limita a idade para viajar é a vacina antirrábica, que só pode ser aplicada a partir de uma idade mínima, e os prazos de espera que vêm depois dela. Explicamos em filhote pode viajar de avião.

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