Guia · 7 min de leitura
Como viajar de avião com cachorro no Brasil: regras da LATAM, GOL e Azul, documentos e cuidados
Guia para voos nacionais com cachorro: limite de peso na cabine, quando o pet vai no porão, documentos exigidos, como reservar e o que fazer no dia do embarque.
Publicado em · Por Seu Pet Voa

Toda viagem de avião com cachorro começa com a mesma cena: o tutor no site da companhia, procurando em vão um botão que diga "adicionar meu pet". Não existe. Na aviação brasileira, o cachorro não compra passagem como gente. Ele é reservado à parte, quase sempre por telefone ou no balcão, e cada companhia tem um jeito próprio de dizer sim. Entender essas regras antes de comprar o seu bilhete é a diferença entre um embarque tranquilo e uma manhã de choro no aeroporto.
Cabine: a regra do peso somado
Na cabine, o que conta é o peso do cachorro somado ao da bolsa de transporte. Nas companhias brasileiras, o limite costuma ficar entre 7 e 10 kg. A LATAM historicamente trabalha com o limite mais baixo, e GOL e Azul, com o mais alto. Esses números mudam de tempos em tempos, então trate-os como ponto de partida e confirme no site da companhia na semana da compra.
- A bolsa precisa caber embaixo do assento da frente. As medidas máximas variam por companhia e, às vezes, por tipo de aeronave.
- O cachorro fica dentro da bolsa durante todo o voo, inclusive na decolagem e no pouso.
- Cada voo aceita poucos animais na cabine. Quem reserva primeiro garante a vaga.
- Normalmente é cobrada uma taxa por trecho, à parte da sua passagem.
Porão: para quem não cabe na bolsa
Cães maiores viajam em um compartimento do porão que é pressurizado e climatizado, dentro de uma caixa rígida. Nem toda companhia oferece esse serviço em voos nacionais, e as que oferecem costumam ter restrições de raça, temperatura e horário. Raças de focinho curto, como pug, buldogue e shih tzu, são recusadas no porão pela maioria das empresas. Explicamos a diferença entre os formatos no artigo cabine ou porão.
Depois do caso do golden retriever Joca, em 2024, o transporte de animais em voos nacionais virou pauta no Congresso e as companhias revisaram procedimentos. Para o tutor, a lição prática é simples: pergunte quem vai acompanhar o seu cão em cada etapa e como você será avisado se algo mudar.
Os documentos de um voo nacional
- 1Atestado de saúde emitido por médico-veterinário, com data recente. Muitas companhias aceitam até dez dias antes do voo, mas o prazo é delas, não da lei. Confira.
- 2Carteira de vacinação com a antirrábica em dia, para cães acima de três meses.
- 3Documento do tutor e a confirmação da reserva do pet.
Como reservar sem dor de cabeça
- 1Ligue para a companhia antes de comprar a passagem e confirme se há vaga para o pet naquele voo.
- 2Compre a passagem e peça para registrar o animal na mesma reserva.
- 3Anote o protocolo e guarde por escrito o peso e as medidas informados.
- 4Prefira voos diretos e horários mais frescos. Cada conexão é mais uma chance de atraso e estresse.
No dia do voo
Chegue cedo, porque o check-in do pet é feito no balcão e costuma levar mais tempo. Ofereça uma refeição leve algumas horas antes, nunca em cima da hora, e leve o cachorro para gastar energia e fazer as necessidades antes de entrar no aeroporto. Dentro da bolsa, um pano com o cheiro de casa ajuda mais do que qualquer brinquedo novo. E resista à tentação de dar calmante por conta própria. Explicamos os motivos no artigo sobre calmante para cachorro viajar.
Quando chamar ajuda
Se o seu cão é grande, de raça braquicefálica, ansioso ou vai voar sem você, o voo deixa de ser um detalhe da viagem e passa a ser o centro dela. E se o voo nacional é só o primeiro trecho de uma mudança para fora do país, vale planejar tudo junto. É o que fazemos no transporte acompanhado, com alguém da equipe ao lado do pet do embarque ao desembarque.


